foto: Ascom / TRT-ES
O Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo passa, até a próxima sexta-feira (05), por uma correição periódica ordinária que irá apontar os pontos positivos e negativos da gestão processual do órgão. Quem coordena as atividades é o corregedor-geral do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, que iniciou a análise na manhã desta segunda-feira (01).Carlos Alberto destacou que, em comparação com outros TRTs, o órgão capixaba vem desempenhando historicamente um bom trabalho. Com relação ao volume de processos que recebe a cada ano, também tem conseguido dar vazão a grande parte das ações. O ministro afirmou que a visita ao Estado não tem caráter investigativo e, sim, de avaliação do que pode melhorar no atendimento às partes dos processos trabalhistas.
"Nós temos que saber como estamos atendendo a esta demanda. Isso significa trabalhar a estrutura administrativa e também junto aos juízes de primeiro e segundo graus. Estamos aqui para ver se os procedimentos estão regulares, estimular novas práticas e buscar novos caminhos", comentou.
O ministro permanece no Espírito Santo até o fim desta semana e se reunirá com representantes do Ministério Público Estadual, com magistrados e também com representantes da sociedade civil organizada para colher as impressões que as pessoas têm da prestação de serviços por parte do Tribunal Regional do Trabalho. Possíveis queixas serão levadas por Carlos Alberto à Corregedoria-Geral do Trabalho, em Brasília.
O ministro também assinalou quais são os principais gargalos no andamento de processos no Espírito Santo. "A Justiça do Trabalho tem algumas particularidades. Com frequência eu costumo dizer que nós temos ações trabalhistas em que de um lado há um pobre e do outro há um miserável. Isso é o retrato da sociedade. Um diagnóstico genérico seria este; a nossa maior dificuldade está no processo de execução", pontuou.
A correição se apoiará também na apuração da atuação dos juízes capixabas, a prestação de serviços judiciários e numa análise do cumprimento de prazos e número de audiências realizadas no TRT. Ao fim do trabalho, caberá ao corregedor-geral compilar todos os dados em uma ata correicional que também vai apontar metas para melhoria dos trabalhos em território capixaba.
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